23/06/2016

TENENTE CORONEL RICARDO ROCHA É ABSOLVIDO

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O Tribunal do Júri da comarca de Rio Verde absolveu, nesta quinta-feira (23), foram unânimes em absorver o TCPMGO Ricardo Rocha.

Ricardo Rocha hoje Comandante do Policiamento de Goiânia, foi levado a julgamento em razão de uma denúncia formulada em 2006 pelo MPGO pela morte do traficante de drogas Alessandro Ferreira Rodrigues, conhecido como Nego Léo, em suposta prática de grupo de extermínio.

Duas qualificadoras foi imposta e ele: motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

O julgamento terminou no fim desta tarde (23) e esteve sob a presidência do juiz Felipe Morais Barbosa.

O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade do fato e negou a autoria delitiva imputada ao tenente-coronel na denúncia. No decorrer do julgamento, o MPGO pediu a absolvição de Ricardo Rocha por ausência de provas e a defesa sustentou a negativa de autoria, enfatizando a contradição nos depoimentos das testemunhas de acusação.

Se há resistência, há confronto. Todos temos família e a defesa é natural na nossa profissão. Também nos sentimos inseguros muitas vezes. Somente nos últimos meses quatro policiais morreram pelas mãos de marginais e nunca sabemos se voltaremos vivos para casa”, Assim TC-Ricardo Rocha definil o sentimento de insegurança que aflige os policiais no cumprimento do dever, não só do Estado, mas do Brasil.

Questionado pelos defensores sobre sua conduta ao longo dos anos no exercício da sua atividade, o tenente-coronel lembrou que nunca sofreu nenhuma sindicância dentro da PM por desvio de comportamento,

“Tivemos resultados eficazes por onde passamos",  destacou as operações em combate a criminalidade por onde atuou:Rio Verde,  Formosa, Caldas Novas e Goiânia.

Entre lágrimas, ele contou o constrangimento sofrido quando ficou preso por dez meses em uma penitenciária federal e de como esse fato afetou sua vida pessoal e profissional. “Sofri muito, fui algemado publicamente e acompanhado por vários agentes penitenciários federais dentro do avião. Mas existem momentos na vida que precisamos ser fortes. Não guardo mágoa, só quero limpar o meu nome e ter credibilidade com as autoridades. Acredito no trabalho desempenhado pelo Poder Judiciário e deposito aqui a minha confiança”, salientou.

Diário Goiás News/TJGO

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